carrego em mim
as labaredas do teu ventre
que em tão confusa paixão
te fez esquecer da mão
a mão que puxa pra frente
a pele entre mundos que sentem
de forma tão diferente
as dimensões do momento presente
e estando semente
eu compreendia a sua prisão
e sofria a sua ausência
na aparência da normalidade
na disputa do coração e do dente
mas tão criança eras para
esta posse descontente
como eu que prematuramente
sem entender esta impressão
ouvi num futuro distante
a revolta que ouve entre
nasci porem no vácuo do silêncio
que escondia a calma aparente
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